Os casos de tuberculose no Rio de Janeiro apresentam crescimento alarmante, com 9.976 pessoas infectadas apenas nos primeiros oito meses de 2025. Os dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram uma tendência de aumento consistente: de quase 16 mil casos em 2021 para mais de 18,5 mil em 2024. Na capital, os diagnósticos passaram de 8.700 em 2021 para quase 9.500 em 2024, com a Zona Oeste sendo a região mais impactada – apenas Bangu concentra 913 diagnósticos este ano.
🏥 Tratamento desafiador e abandono precoce
O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses e é oferecido nas Clínicas da Família, mas muitos pacientes abandonam o acompanhamento quando os sintomas melhoram. Para combater essa tendência, a Prefeitura do Rio tem enviado agentes de saúde até as residências dos pacientes para entregar os medicamentos. Lourival Marques, morador da Rocinha e ajudante de cozinha, relatou sua experiência: “Deram a ordem pra gente ficar afastado, muito cuidado pra não contaminar ninguém”.
🏘️ Doença socialmente determinada exige abordagem integral
O subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mario Sérgio Ribeiro, explica que “a tuberculose é uma doença socialmente determinada, muito relacionada com questões de moradia, habitação e saneamento”. O aumento nos números reflete tanto a ampliação do acesso ao diagnóstico quanto as condições sociais da população. Ribeiro reforça a importância de procurar atendimento médico diante de tosse persistente por duas a três semanas para interromper imediatamente a transmissão.
💊 Sintomas e transmissão
A tuberculose é causada por uma bactéria transmitida pelo ar quando o doente tosse, fala ou espirra. Um paciente pode contaminar até 15 pessoas. Os principais sintomas incluem tosse por mais de três semanas, febre no fim da tarde, suor noturno, perda de peso, cansaço, falta de apetite e dor no peito.













