Há exatos 90 anos, em 8 de outubro de 1933, era realizada a primeira corrida no circuito de automobilismo da Gávea, um traçado tão perigoso que ganhou o apelido de “Trampolim do Diabo”. Com 11 quilômetros de extensão, o circuito começava na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, seguia para a Visconde de Albuquerque, contornava o Morro Dois Irmãos pela Avenida Niemeyer e retornava ao ponto de partida pela Estrada da Gávea, subindo e descendo a montanha que hoje abriga a favela da Rocinha.
🏁 O traçado mais perigoso do automobilismo brasileiro
O circuito era conhecido por sua extrema periculosidade:
Mais de 100 curvas em terreno sinuoso
Pisos irregulares que desafiavam o controle dos veículos
Trilhos de bonde que os pilotos precisavam desviar durante a corrida
Nenhuma proteção isolando o trajeto do público
👥 Risco para pilotos e espectadores
O perigo não se limitava aos competidores. Moradores assistiam às corridas de diversos pontos do circuito, muitas vezes caminhando na pista durante a prova, colocando-se em risco constante. A falta de qualquer tipo de barreira de proteção tornava cada edição do evento um verdadeiro exercício de temeridade.
🏆 Atração para grandes nomes do automobilismo
Apesar dos riscos, o circuito da Gávea atraiu pilotos importantes da época. Idealizada pelo Automóvel Clube com aval do presidente Getúlio Vargas, a prova era um dos eventos mais movimentados do Rio quando a cidade ainda era a capital federal. Segundo registros do jornal “O Globo”, a corrida aconteceu 16 vezes entre 1933 e 1954, com um hiato de quatro anos durante a Segunda Guerra Mundial.













