Comissão da Câmara aprova projeto que prioriza jovens de 18 a 21 anos egressos de abrigos em programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Projovem. Entenda a proposta e seus impactos.
Uma Rede de Proteção para a Maioridade: O que Propõe o PL 2318/24
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que pode transformar o futuro de milhares de jovens. O Projeto de Lei 2318/24, de autoria da deputada Daniela do Waguinho (União-RJ), prioriza jovens de 18 a 21 anos vindos de serviços de acolhimento (institucionais ou familiares) em programas sociais fundamentais como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Projovem. A proposta surge para preencher uma lacuna crítica: ao completarem a maioridade, esses jovens perdem a proteção integral do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ficam extremamente vulneráveis.
Como Funcionaria na Prática: Os Benefícios Específicos para os Jovens Acolhidos
O projeto é concreto e altera as leis específicas de cada programa para incluir a prioridade. Se aprovado, os jovens terão acesso a:
Prioridade no Bolsa Família e um Benefício Extra
Famílias que incluam esses jovens terão prioridade para ingressar no programa de transferência de renda. Além disso, receberão um Benefício Variável Familiar extra de R$ 50, um auxílio crucial para a estabilidade financeira inicial.
Acesso Garantido à Moradia e à Educação
A proposta também garante prioridade para essas famílias no Minha Casa, Minha Vida, combatendo a vulnerabilidade habitacional. Na educação, esses jovens serão incluídos no Projovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens), que promove a reinserção no sistema educacional e a qualificação profissional, essencial para conquistar autonomia.
Um Projeto com Amplo Apoio e os Próximos Passos para Virar Lei
A relatora do projeto, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), reforçou a importância da medida, destacando a necessidade de “estratégias de suporte” que promovam a “autonomia e o protagonismo desses jovens”. O projeto segue agora para análise em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Se aprovado lá, seguirá para o Senado Federal, onde também precisará ser votado para, finalmente, ser sancionado e se tornar lei.













