Polícia Federal deflagra a Operação Scheme II para investigar fraude em cartões da Caixa. Esquema usava dispositivos eletrônicos para invasões e alterações cadastrais. Entenda o golpe e as penas previstas.
PF na Pista dos Mestres do Golpe: Como a Fraude na Caixa Funcionava
A Polícia Federal está nas trilhas de uma organização criminosa especializada em um sofisticado esquema de fraude que tinha como alvo correntistas da Caixa Econômica Federal. A segunda fase da Operação Scheme II foi deflagrada em João Pessoa, na Paraíba, com o objetivo de desarticular a ação de criminosos que praticavam golpes bancários por meio de dispositivos eletrônicos para invadir e alterar dados cadastrais, desviando recursos de contas inocentas. A Caixa figura como vítima principal da ação criminosa.
Os Crimes e as Penas: O que Riscava os Investigados
O investigado alvo da busca e apreensão nesta terça-feira (19) poderá responder por crimes graves, com penas severas previstas em lei.
Furto Qualificado Mediante Fraude Eletrônica
O crime principal é o furto qualificado mediante fraude cometido por meio de dispositivo eletrônico. Esse tipo de delito possui uma pena que varia de quatro a oito anos de prisão, além do pagamento de multa, conforme estabelece o Código Penal. A qualificadora “mediante fraude” e o uso de tecnologia agravam a pena.
Outros Delitos em Investigação
A PF ressaltou que, após a análise do material apreendido, outros crimes podem ser imputados ao investigado. A investigação segue em andamento para apurar a extensão total do esquema criminoso e identificar todos os envolvidos.
Conexão com Outra Mega Fraude: O Caso dos Servidores da Caixa e o INSS
Este não é um caso isolado. A revelação dessa investigação coincide com o desfecho de outra operação de grande impacto que também envolvia a Caixa, mas com um alvo diferente: os cofres do INSS.
Operação Recupera: A Quadrilha Infiltrada
Na última semana, a Operação Recupera investigou uma quadrilha que contava com a participação de servidores e ex-servidores da Caixa. Eles eram especializados em fraudar o sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), realizando comprovações de vida fraudulentas de pessoas fictícias ou já falecidas.
O Modus Operandi da Fraude no INSS
O bando criminoso agia de forma sincronizada, inserindo dados falsos no sistema. Eles emitiam segundas vias de cartões de beneficiários inexistentes, autorizavam pagamentos irregulares e utilizavam documentos adulterados para habilitar benefícios de forma fraudulenta. A PF determinou o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 3 milhões.












