A Polícia Federal e a Receita Federal desencadearam um dos maiores golpes contra o crime financeiro do país. Duas operações simultâneas, Quasar e Tank, revelaram um esquema nacional de lavagem de dinheiro que movimentou astronômicos R$ 23 BILHÕES desde 2019, usando o setor de combustíveis como fachada.
As operações, realizadas no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo, visavam desarticular organizações criminosas que utilizavam uma rede complexa de fundos de investimento, empresas de fachada e postos de gasolina para ocultar patrimônio, desviar recursos e, suspeita-se, financiar facções.
🕵️♂️ Operação Quasar: A Caça aos Fundos de Investimento Fantasmas
A Operação Quasar mirou o coração do sistema financeiro do crime. Seu alvo era uma estrutura sofisticada que usava fundos de investimento e camadas societárias complexas para lavar dinheiro e esconder bens de origem ilícita.
As táticas dos investigados incluíam:
Transações Simuladas: Compra e venda fraudulenta de ativos entre empresas do mesmo grupo para justificar fluxo de caixa.
Participação Cruzada: Uma teia societária criada para confundir auditores e autoridades.
Blindagem Patrimonial: Ocultação dos verdadeiros donos do dinheiro e de seus bens.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão em ativos e a quebra de sigilos dos investigados.
⛽ Operação Tank: O Mega-Scheme de Lavagem em Postos de Combustível
Enquanto a Quasar agia no mundo dos fundos, a Operação Tank desmantelou uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já vistas no Paraná. O esquema, que movimentou R$ 23 bilhões, usava o comércio de combustíveis como cortina de fumaça para práticas criminosas:
Depósitos Fracionados (“Smurfing”): Foram identificados mais de R$ 594 milhões em depósitos em espécie feitos em pequenas quantias para não alertar o sistema.
Exército de Laranjas: Uso massivo de laranjas e empresas de fachada para receber e movimentar o dinheiro sujo.
Fraudes no Combustível: O grupo também atuava em fraudes diretas no setor, como adulteração de gasolina e a famosa “bomba baixa” em 46 postos de Curitiba.
Repasses sem Lastro: Criação de notas fiscais frias para simular operações comerciais que nunca existiram.
Foram expedidos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão. A Justiça bloqueou bens de 41 pessoas e 255 empresas, totalizando mais de R$ 1 bilhão apreendido.
Esta ação conjunta é um alerta poderoso: o combate ao crime organizado está atingindo seu núcleo financeiro, desmontando não apenas a violência, mas a estrutura econômica que a sustenta.












